03 Abril 2007

Consulado de SP interrompe legalizaçao de documentos

A PARTIR DE AGORA - 03/04/2007 - O CONSULADO DE SP NÃO LEGALIZA MAIS DOCUMENTOS PARA QUEM NÃO TEM PERMESSO SUPERIOR A 3 MESES NA ITÁLIA

Leia o texto que consta no site do consulado italiano em SP:

AVISO IMPORTANTE

A promulgação do Decreto-Lei n. 10 de 15 de fevereiro de 2007, normativa publicada no Diário Oficial n. 38 na mesma data, modifica a precedente disciplina da imigração e da condição do estrangeiro na Itália.

Com base em tal normativa, tornaria-se portanto inaplicável a Circular do Ministéiro do Interior n. 28/2002, que sanciona a obrigação do Comune de proceder à inscrição em seus próprios registros dos descendentes de cidadãos italianos que possuem uma válida permissão de estadia, independente da "duração da mesma" e da finalidade para a qual é concedida. De fato, concretamente, os estrangeiros que se encontram na Itália por motivos de turismo não podem mais obter a permissão de estadia por fins de reconstrução da cidadania.
No aguardo da conversão em Lei do Decreto-Lei n. 10/2007 e de eventuais novas instruções, o Ministério do Exterior informa portanto àqueles que estão interessados em obter o reconhecimento da cidadania diretamente na Itália que não será possível apresentar pedido de inscrição nos registros do Comune italiano, a não ser para os que ingressam na Itália com visto consular válido superior a três meses.

Em atuação de tal indicação, este Consulado Geral suspende portanto, em via cautelar e com efeito imediato, a legalização de documentos para o reconhecimento da cidadania na Itália, com ressalva para aqueles que ingressam com visto superior a três meses. Essa medida visa a zelar os cidadãos brasileiros de origem italiana, que já se dirigiram a este Consulado lamentando a não obtenção da permissão de estadia na Itália e, conseqüentemente, a recusa dos oficiais do Comune do completamento de pedidos para o reconhecimento da cidadania.

13 comentàrios:

Anna Del Fiorentino disse...

Fabio,

O Consulado de Curitiba já faz isso. Eles só legalizam documentos para fins de cidadania para brasileiros que já estejam residindo legalmente na Itália (com permesso).

http://www.conscuritiba.esteri.it/Consolato_Curitiba/Menu/I_Servizi/Per_i_cittadini/Leva/

Pelo que eu entendi, continua igual a solicitação da cidadania diretamente na Itália, no Comune, depois de comprovada residência na Itália e permesso válido.

Abs
Anna

Eduardo disse...

Fala Fabio, tudo bem? Vi que vc está pensando em ir a Buenos Aires tentar fazer pelo consulado de lá. Então, se é possível encaminhar o pedido da cidadania através de qualquer consulado do mundo, bastaria estabelecer residência num país barato onde ninguém é italiano (sei lá, ÍNDIA por exemplo :-) ) e encaminhar por lá? A fila de espera seria bem menor que os vários anos daqui do Brasil, e o custo de vida bem menor que a Itália! Faz sentido isso ou estou falando muita besteira?

Fabio Barbiero disse...

Olá Eduardo

É isso mesmo. Desde que você tenha residência fixa você pode dar entrada em qualquer lugar do mundo que tenha um consolatto italiano.

Na Argentina o processo dura em média 2 anos. No Paraguai 1 ano. Uruguai 3 anos e Peru também 2 anos em média. E é verdade: o custo de vida é menor, principalmente na Argentina, onde o salário mínimo é 800 pesos, o equivalente a 600 reais. E a oferta de empregos, principalmente na área de informática é bastante grande. Abraços

Talão disse...

Fala Fábio, mas só ficou um problema:
Para obter reconhecimento da cid. em outros países, além da itália, é sim obrigado a legalizar os docs.
Então como fica a situação de quem vai p/ outro paiz que não seja a itália?

Anônimo disse...

Fabio td bem? Me fala uma coisa, vc por acaso chegou a ter acesso a nomes de agencias de emprego na Argentina ou no Paraguay? Se é um ano no Paraguay, não sairia mais rápido? Ou lá é ruim de se viver?Grata
Dalva

Eduardo disse...

Se for assim (tem que legalizar antes), então é impossível de encaminhar a cidadania através de um consulado que não seja no Brasil...?

Anônimo disse...

pagaria ate 4000 dolar para conseguir minha cidadania me indica alguem?

Anônimo disse...

U$ 4.ooo,oo ???? Bom preço. Sei de uma advogada em Milão que agiliza tudo..porém voce precisaria estar lá in Italy...

Aqui só c fosse alguem do consulado...aê esses 4k seriam miséria..pois teria que molhar a mão de muita gente lah dentro...Lembrando que quem trabalha no consulado recebe com base em Euros.

Fabio Barbiero disse...

Talão

Essa é a mesma dúvida que eu tenho. Por isso escrevi um tópico perguntando qual é a autoridade que um consulado tem para mudar as leis. Na semana que vem eu vou ao consulado em SP pra pegar minhas certidões e falarei que estou indo pra Argentina e o que devo fazer. Daí eu posto aqui

Fabio Barbiero disse...

Dalva

Realmente morar no Paraguai é muito difícil. É igual ou pior do que morar na Bolívia. Eu sei disso pq conheço muitos paraguaios e bolivianos pois minha família tem várias empresas de confecção e "importa" bastante mão-de-obra pagaruaia e bolovoana.

Posso te assegurar que nós no Brasil ainda não sabemos o que é miséria.

Só pra exemplificar tem um rapaz que trabalha com um tio meu que este mês foi nas Casas Bahia e tirou um TV. O cara tem mais de 30 anos e não tinha TV na casa dele, na Bolívie. E ele ficou encantado pq aqui existe "prestação" pq lá é tudo à vista e ninguém tem dinheiro para comprar nada a vista. Então Paraguay só se fosse durar mais ou menos 3 meses (pra aguentar o calor e a miséria)

O importante é ir pra algum lugar onde possamos nos estabelecer, trabalhar e, se possível ainda estudar durante o processo.

Bjss

André Sant - Ukand disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Sant - Ukand disse...

Caraka...as vezes eu penso até em desistir...pareçe que cada dia se complica mais...agora pra onde vou? na Italia ta tudo parado e aki no Brasil é e sempre foi a mesma bosta..enfim...

Anônimo disse...

OI Fabio,
Um amigo esteve em assuncion e disse coisas muito legais sobre a cidade. talvez valha a pena tentar por lá.
Eu que já tinha duvidas tenho ainda mais.
Abraços tristes,
Marcela