Por que cometi Facebookcídio

Hoje me dei conta que esqueci de contar a vocês sobre o meu Facebookcídio e como isso tem afetado a minha vida, de forma completamente positiva!

Na verdade não tinha intenção de escrever sobre isso, porém hoje entrei novamente no perfil da Minha Saga, que pensei estar extinta e lá tinham nada menos do que uns 150 pedidos de amizade, quase 50 mensagens inbox e mais um bocado de atualizações!

Imagino que estas pessoas devem pensar que não as respondo por algum motivo, quando na verdade já há pelo menos um ou dois meses sequer entrava mais naquele perfil, e quero com este artigo explicar o que me levou a isso.

O primeiro motivo pelo qual eu pensei em deletar meu perfil do Facebook, cometendo o que chamam de suicídio virtual (Facebookcídio) foi  quando percebi quanto tempo eu passava cuidando da vida dos outros, sem fazer algo produtivo.

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Sim, porque venhamos e convenhamos: a maioria das vezes que entramos no Facebook é pra dar aquela espiadinha do que os outros estão postando.

E pior: em 99,99% das vezes fazemos isso com o mórbido prazer de querer falar mal exatamente daquilo que acabamos de ler!

O Facebook é o principal assassino da produtividade atualmente, pois se tornou a solução nos momentos de “stand by”.

Apenas desviamos o foco de algo útil que estejamos fazendo.

Lá vamos quase que naturalmente deletar F A C para então o nosso smartphone ou computador auto completar o endereço.

E mais uma vez estamos lá, novamente perdendo um tempo precioso, que poderíamos estar utilizando para melhorarmos como pessoas, seja assistindo um filme, lendo um livro, ou qualquer outra coisa que não seja… bisbilhotar a vida alheia.

A propósito de livros, em julho deste ano me dei um prazo: terminar o ano lendo ao menos 10 novos livros.

Em setembro, apenas alguns dias antes de deletar a conta, tinha lido UM.

Mentira, tinha lido MEIO livro, pois sequer tinha terminado aquele iniciado.

E olha que o tema deste livro é sobre um assunto que realmente eu gosto, se trata da biografia de Joe Bastianich, italo americano, juiz do Masterchef USA e Italia – onde ele conta sua experiência como Restaurant Man.

Depois que deletei a conta, já li 6 e estou atualmente lendo contemporaneamente outros 2, utilizando o Goodreads para me manter atualizado.

 NÃO FOI E NEM É FÁCIL COMETER FACEBOOKCÍDIO

Depois de tanto tempo facebookeando desde o abrir dos olhos até poucos minutos antes de cair no sono, os dias seguintes ao suicídio foram estranhos.

Por um momento pensei que o mundo ia parar se eu não entrasse mais para ver o que estava acontecendo. O que será que as pessoas estão falando?

O que está rolando nas comunidades sobre cidadania italiana?

Será que o fulano continua brigando com o sicrano?

E aquela sem vergonha, ainda continua sendo safadênha com seu noivo?

O BLOG É A MINHA REDE SOCIAL

Automaticamente comecei a dar mais valor ainda ao blog, pois este é verdadeiramente a minha rede social!

É aqui que eu compartilho minhas ideias, recebo comentários e feedbacks do que escrevo, mensagens com pedidos de ajuda e tudo mais relacionado ao meu mundo, que é o mundo da cidadania italiana!

Além disso, eu deletei apenas o perfil da Minha Saga, a página continua lá, cada vez maior, com mais interatividade!

Poucos dias depois já tinha percebido que menos é mais, como diria já há tantos anos minha querida amiga Renata Pestana.

Pra quê ter um monte de redes sociais, se o blog reúne tudo que precisamos?

Com este pensamento, deletei também a conta no Pinterest, a página do Google+ e ainda fiz mais um bocado de outras limpezas virtuais.

Até mesmo no meu perfil pessoal do Facebook, aquele onde só adiciono amigos pessoais, familiares e contatos profissionais aqui na Italia andou perdendo quase uma centena de contatos, que eram simplesmente inúteis pra mim.

Hoje por lá tenho apenas uma centena de amigos, que eu realmente me interesso pelo que eles estão fazendo e que, antes de serem meus amigos virtuais, já eram meus amigos de verdade – e essa é a grande sacada de uma rede social: ela deve ser a extensão da sua vida.

Enfim, achei que cabia um artigo explicando que se você por algum motivo me escreveu, cutucou ou mandou mensagem inbox no perfil da Minha Saga e eu não te respondi é porque não estou mais utilizando aquela conta e sequer quis fazer alarde sobre a minha saída.

E isso teve um motivo: ao deletar (ou pensar ter deletado) aquele perfil, quis saber se ele – perfil – teria algum tipo de relevância em nosso trabalho, afinal de contas ninguém quer perder clientes ou oportunidades de negócios.

E querem saber: sem o perfil, as visitas no blog aumentaram ainda mais, a página que antes tinha cerca de 5000 fãs hoje tem pouco menos de 7000 e nosso trabalho continua indo de vento em popa 🙂

Portanto meus queridos leitores, agradeço a todos que continuam nos acompanhando aqui neste maravilhoso instrumento social que é o nosso blog, e espero que muitos de vocês consigam reduzir o tempo disperso na rede e que sirva de lição para muitos, que sim, existe vida fora do Facebook rsrsrs

Abraços a todos e até o próximo artigo 😉

  • Vera Golbi

    Você falou uma coisa verdadeira: o facebook mata a nossa produtividade.. a não ser que você use a rede social como ferramenta de trabalho. Viramos fofoqueiros virtuais e perdemos o nosso precioso tempo com posts e comentários insignificantes que não acrescentam coisa alguma em nossa vida. E fora os erros absurdos de português.
    Decidi ontem mesmo a me controlar, só vou acessar alguns dias da semana e ver se tem algum recado pra mim. Eu não tenho (ainda) coragem de deletar o meu perfil, mas o seu texto nos deixa como reflexão. Obrigada! Abs!

    • Ciao Vera

      Com certeza você vai perceber o quanto melhorará sua produtividade 😉

  • Cristian Breschigliaro

    Não sei se estou enganado, mas tenho amigos no Facebook que não são brasileiros, e percebo que eles não passam tanto tempo como nós nesta rede social. Não ficam postando tudo o que vêem pela frente, e não ficam dizendo cada passo que dão. Acho que esta sim seria a melhor forma de usar, e como você mesmo disse, tendo mais tempo para fazer algo produtivo. Abs