Porque todo cuidado é pouco

Ciao a tutti

De tempos em tempos eu recebo mensagens raivosas, de pessoas que me consideram “certinho” demais. Pode parecer um tanto quanto estranho, mas existe uma parcela de leitores que não concordam em fazer as coisas corretas e ainda tentam me convencer que eu tenho que aceitar documentos ou práticas incorretas.

Eu sempre tive (e ainda tenho) muita dificuldade para entender este tipo de comportamento, pois eu acredito que independente de qualquer situação, quem deveria exigir que as coisas estivessem 100% certas é quem trabalhou pra caramba e no final das contas teve que converter o seu dinheiro de real para euro. Se eu fosse um cliente, jamais escolheria ou procuraria alguém que tentasse dar um “jeitinho” nos meus documentos ou no meu processo.

Porém infelizmente é inegável que existem muitas pessoas que não pensam como eu, e que preferem “pagar” para que alguém resolva os seus problemas, mesmo sabendo que as coisas serão feitas de forma incorreta. Pra elas, mesmo que isso signifique prejudicar outras pessoas, não importa, desde que consigam obter aquilo que desejam.

Por que estou dizendo tudo isso? Porque eu quero compartilhar com vocês 3 situações extremamente desagradáveis que passamos estes dias, demonstrando que todo cuidado é pouco. Todas estas situações foram causadas por BRASILEIROS que vieram a Italia, fizeram besteira e automaticamente isso reflete em quem – mesmo abominando o famigerado jeitinho brasileiro e tendo saído do Brasil por não compactuar com uma boa parte da população que pensa desta forma, ainda tem que lidar com este tipo de situação.

SITUAÇÃO 1 – OUVINDO COBRAS E LAGARTOS DE UM COMUNE 

Quem tem entrado em contato conosco, muitas vezes tem ouvido que praticamente não temos mais vagas para o ano de 2015 e que estamos procurando novos comunes para expandir a nossa infraestrutura. Pois bem, nesta semana estivemos em um novo comune, e tão logo nos apresentamos ao oficial di stato civile perguntando a ele sobre o funcionamento do processo de reconhecimento naquele comune, fomos bombardeados de lamentações sobre o péssimo comportamento de brasileiros que passaram por lá e fizeram todo tipo de besteira.

Fomos conduzidos a sala de outro oficial, que nos explicou que devido a uma série de problemas com brasileiros, desde a apresentação de documentos falsos até a falta de respeito com os oficiais, decidiram que agora vão exigir que os requerentes tenham pelo menos SEIS MESES de residência no comune para que eles possam realizar qualquer prática. Disseram ainda que estão fazendo reuniões com outros comunes para que façam disso um padrão, para evitar que “estes brasileiros” venham pra cá esculhambar com o nosso trabalho.

Saímos de lá atônitos, pois jamais pensei que aqui na Toscana eu ouviria tantas coisas ruins de oficiais sobre o processo de reconhecimento, pois é inegável que todos aqui conhecem a história da emigração italiana.

Porém também é inquestionável que se nos colocarmos no papel de oficial de um comune, as experiências negativas com um determinado “grupo de pessoas” também nos fariam querer evitar a todo custo este tipo de gente.

SITUAÇÃO 2 – FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO POR PARTE DE UMA GRANDE “EMPRESA DE REDE SOCIAL”

Outra situação absurda que nos aconteceu foi em relação a busca de um documento religioso que fizemos. Um cliente entrou em contato conosco solicitando a busca de um documento de batismo, no norte da Italia. Pedi a ele uma cópia do mesmo, que me informou que não tinha a cópia em mãos, porém tinha todos os dados retirados do documento original, que uma prima tinha utilizado no seu processo.

Com estes dados em mãos, fomos até a igreja e com a ajuda do padre, verificamos os livros e nada do registro. Verificamos cinco anos antes e outros cinco anos depois da data que nos havia sido passada, pois é comum este tipo de erro, porém nada!

Voltamos pra casa e comuniquei o cliente que as informações estavam incorretas. Ele então conseguiu a cópia do documento e me mandou. Na hora que recebi o documento já percebi que algo “não enquadrava”, pois não constava o número do registro e nenhum dado referente ao ato. Questionei imediatamente o cliente, que disse que era o único documento que tinha em mãos e que eu não devia me preocupar, pois a sua prima já havia obtido o reconhecimento da cidadania com aquele documento, e por isso ele tinha certeza que era correto.

Tsc, tsc…

Voltamos com o documento na cúria metropolitana, quando fomos indagados como é que tínhamos aquele documento em mãos, pois ele era falso! Não existia nenhum registro daquele ato na igreja – porém para nossa sorte – o registro correto foi encontrado em outra igreja. Imediatamente mostramos ao padre as mensagens trocadas com o cliente, para mostrar a ele que éramos apenas os intermediários e se alguém tinha falsificado o documento, não tinha sido nós.

Nem preciso dizer que voltei pra casa com sangue nos olhos, por ter passado por uma situação humilhante como essa, logo eu que sempre fiz tudo de forma correta. Escrevi ao cliente explicando o que tinha acontecido e informando-o que eu iria denunciar quem tinha feito esta palhaçada, quando fui informado que a sua prima – a mesma que teve o seu processo reconhecido com o documento falso (e que eu não deveria me preocupar) – pagou uma agência famosa nas redes sociais, e que o (ir)responsável pela tal empresa teria dito a ela que na época em que pegou o documento, o padre teria sido grosseiro e que ele tinha sofrido muito para pegar o documento. E que nem tentassem pedir um novo, pois isso seria impossível!

Antes que alguém ache que vou publicar aqui o nome do cara ou da empresa, não vai acontecer! Denúncia se faz nos órgãos competentes e não na internet. Já fiz as comunicações necessárias (até porque preciso me tutelar neste caso) e quem vai decidir se o meliante deverá ou não ser responsabilizado serão as autoridades competentes. Comuniquei também ao cliente que a sua prima fatalmente terá a cidadania cancelada, com as devidas consequências. Algo lamentável…

SITUAÇÃO 3 – CANCELAMENTO DE CIDADANIA DE BRASILEIRO COMO ESTUDO DE CASO

E pra fechar com chave de ouro este artigo, reproduzo abaixo o estudo de caso que recebi ontem por email, da Associação Nacional dos Oficiais de comune, referente ao processo de um cidadão brasileiro. Logo abaixo da imagem eu explico melhor:

cuidado

Na imagem acima, o especialista em cidadania da associação compartilha COM A COMUNIDADE DE OFICIAIS QUE TRABALHAM COM CIDADANIA ITALIANA, o seguinte caso:

“Um cidadão brasileiro apresenta o pedido de reconhecimento da cidadania jure sanguinis. O seu antenato nasceu em 1879, teve uma filha em 1910, que por sua vez teve a sua filha em 1935, portanto a cidadania foi interrompida (pela lei materna). Fui informado do fato que em outro comune, a tia deste meu residente obteve a cidadania há 4 anos atrás com a mesma linha, devo informar aquele comune que foi feito errado?

Resposta: A cidadania não pôde ser transmitida, pois a mulher não transmite a cidadania aos filhos nascidos antes de 1.1.1948 e você deve absolutamente informar aquele comune que efetuou a cidadania de forma incorreta, antes que este fato seja descoberto por outras autoridades”

COMENTÁRIOS

É difícil deixar de fazer qualquer juízo de valor, porém algumas perguntas devem ser feitas:

1 – Como é que com a quantidade de informações atualmente sobre o tema, alguém tenha vindo a Italia sem saber que a sua cidadania é materna e portanto não tem direito ao reconhecimento?

2 – Provavelmente quando o requerente descobriu (ou já sabia?) que não tinha direito, quis justificar dizendo que uma tia já tinha feito o processo e deu o nome do outro comune, achando que isso a salvaria. Agora ambas as cidadanias serão canceladas e com certeza o oficial que efetuou o processo há 4 anos atrás ficará tão desesperado que provavelmente nunca mais vai querer fazer um outro processo de cidadania novamente.

Isso me lembrou de um cliente que veio realizar o processo comigo em 2009, quando ainda aceitávamos a utilização da documentação de outros comunes. Quando pedimos a documentação do primo que tinha feito a cidadania em um comune da região de Verona, descobrimos que este primo simplesmente não tinha apresentado a certidão de nascimento do italiano! Na pasta dele naquele comune este documento não existia. Posteriormente soubemos que este primo era jogador de futebol e não vou nem continuar a frase, pois todos já entenderam…

Infelizmente perdemos mais de um mês caçando a certidão deste cliente e felizmente ela existia e fizemos o processo normalmente. Mas e se o documento não existisse? E se fosse falso?

Foi quando decidi que jamais iria aceitar clientes que quisessem aproveitar a documentação previamente apresentada em outro comune por um familiar, pois eu não teria como analisar e comprovar a veracidade destes documentos. Mesmo que isso custasse perder este cliente.

De fato isso realmente aconteceu e “perdemos” muitos destes clientes, só que a sensação de poder deitar a cabeça no travesseiro e ter uma boa noite de sono sem se preocupar com eventuais problemas superou, e muito tais perdas.

REPERCUSSÃO?

Vocês não tem ideia da repercussão negativa que este tipo de situação pode ter entre os oficiais, pois se já é injustificável que um cidadão venha a Italia com os documentos incorretos, vir sem ter direito é ainda pior! Claro que o que aconteceu no primeiro caso que relatei já é um tipo de retaliação por parte dos órgãos públicos.

Sobre o segundo caso, o padre nos disse que a partir de agora não vai mais emitir documentos sem a autorização da cúria. Ou seja, você, cidadão honesto que está atrás do seu sonho, pode nunca receber a resposta do pedido de um documento aqui na Italia porque no passado um vagabundo que nasceu no mesmo país que você recebeu falsificar um documento pra ganhar a miséria de 400 euros…

Ou você poderá ficar mofando aqui na Italia em um comune que tenha tido uma experiência péssima com outro brasileiro, mesmo que você tenha perdido um tempo considerável no Brasil corrigindo seus documentos e seguindo todas as regras corretamente.

Achei conveniente vir aqui compartilhar estes casos com vocês, para que tomem muito cuidado com quem contrata e também muito cuidado com as suas ações em relação ao seu processo.

Aliás, há um ano eu escrevia algo parecido no artigo Porque vir a Italia fazer besteira, onde eu descrevia outras situações não menos absurdas que estas.

O reconhecimento da cidadania não é só presente, mas também futuro e mesmo que alguém ache (como a tia do rapaz ou a prima do cliente) que uma vez obtido o reconhecimento nada mais pode acontecer, se as coisas foram feitas de forma incorreta, pode passar o tempo que for, mas um dia alguém vai descobrir e a cidadania será cancelada!

E sim, vou continuar sendo “certinho” pois faz parte da minha índole e do meu caráter. Prefiro pecar pelo excesso do que pela falta.

Quem não concordar com isso, faça como minha sábia mãe já dizia: – A porta da rua é a serventia da casa…

Abbracci a tutti e até o próximo post!

  • Edson da Silva

    Fabio, bom dia

    Um parente da minha da esposa ja tirou sua cidadania alguns anos atras e agora ela esta tentando tambem, no momento o unico documento que nao temos em maos e a certidao de nascimento do seu trisavo italiano. Ele nos passou o numero da pasta do seu processo no consulado italiano aqui no Brasil. Voce sabe me dizer se apenas com isso conseguimos ter acesso a pasta e conseguir pegar essa certidao ? Precisamos de alguma autorizacao especial, contratar advogado ?

    • Fabio Barbiero

      Olá Edson somente entrando em contato com o consulado para saber disso, ok?

    • Olá Edson somente entrando em contato com o consulado para saber disso, ok?

  • Priscilla

    Absolutamente reprovável a desonestidade dos brasileiros que utilizam documentos falsos!!!! E também dos italianos que aceitam subornos, e/ou fazem vistas grossas, e/ou são incompetentes na análise da documentação no processo de reconhecimento, e/ou
    usam do serviço público como instrumento de vingança (atitude antiética e nada profissional).

    Algumas considerações devem ser feitas:

    – Há brasileiros desonestos e italianos desonestos; há brasileiros honestos e italianos honestos. Os italianos e brasileiros desonestos devem ser punidos, sendo que os honestos devem ser bem tratados, com dignidade e igualdade, pois o serviço público deve ser impessoal.

    – Vamos parar com a “síndrome de Caramuru”, pois não são poucos os casos que ouço acerca de comunes onde os oficiais recebem suborno, passam o processo de determinados assessores na frente do processo de outros, inclusive finalizando os processos sem a chegada da non rinuncia. Ou seja, não são apenas os brasileiros a causa dessa desonestidade toda nos processos de reconhecimento de cidadania.

    – Ah, e quando tais órgãos são denunciados e descobertas as falcatruas, começam a fazer “operação tartaruga”, exigências esdrúxulas, atuação com mão de ferro…
    – Mesmo nos casos de oficiais italianos honestos que foram vítimas de brasileiros falsários, não é correto maltratar os demais brasileiros, ou “exigir que os requerentes tenham pelo menos SEIS MESES de residência (…) fazendo reuniões com outros comunes para que façam disso um padrão, para evitar que ‘estes brasileiros’ venham pra
    cá esculhambar com o nosso trabalho”.

    – Penso que as autoridades devem sim punir os desonestos e fazer reuniões objetivando tornar o trabalho cada vez mais sério e imune às falcatruas de ambas as partes
    (requerentes e oficiais), afinal como é que, na situação 3, um oficial processa
    uma cidadania transmitida por linha materna antes de 1948 se isso é proibido
    por lei? (se o requerente deveria saber que não tem o direito quanto mais o
    oficial que processou a cidadania da tal tia?!!!!) Caso o problema seja
    descoberto, ele tem mais é que ficar desesperado mesmo! Afinal, no mínimo, foi
    incompetente.

    – Cito uma situação hipotética para ilustrar meu raciocínio: se eu, por exemplo, sou proprietária de uma loja e tenho conhecimento de que pessoas de uma certa nacionalidade têm fama de realizar furtos em lojas, sendo que eu mesma fui vítima de um desses furtos, tendo o “ladrão” sido ajudado por um dos meus funcionários, o que seria correto fazer? Demitir meu funcionário e denunciar ambos à polícia, colocar câmeras e alarmes nas roupas para prevenir os furtos, colocar vigias na loja? Ou passar a presumir que todas as pessoas dessa nacionalidade são “ladras”, tratar mal qualquer pessoa
    dessa nacionalidade que entrasse na minha loja, ou deixar de vender roupas para
    elas, deixá-las esperando horas do lado de fora, ou mesmo começar a punir e a
    tratar mal todos os demais clientes (de qualquer nacionalidade) como ladrões,
    fazendo exigências irrazoáveis para comprarem minhas roupas, exigindo, por
    exemplo, que todos passassem por uma revista minuciosa antes de entrar e sair
    da loja?

    – Ora, se seria totalmente irrazoável que um estabelecimento privado optasse pelo segundo caminho proposto acima, quanto mais um órgão público, que deve ser impessoal, imune a sentimentalismos e preferências pessoais. Contra desonestidade, devem ser tomadas medidas eficientes que sejam aptas a prevenir novas ocorrências. A punição deve ser reservada aos corruptos e não a futuros requerentes.

    – Uma coisa é certa: a Itália é um país maravilhoso! Mas, se nos atentarmos bem para os detalhes de tudo que lemos sobre as falcatruas dos brasileiros nos processos de reconhecimento, é inevitável não ver os dedinhos de corrupção e preconceito também da parte italiana.

    – Resumido: todos nós queremos nossa cidadania italiana e passar qualquer período da vida na Itália é incrível, mas se você quer MESMO fugir do jeitinho brasileiro ou das mazelas do serviço público (corrupção, abuso de autoridade e de poder, uso do poder para sentimentos pessoais), talvez a terra da bota não seja a melhor opção para
    você!

    • Natalia Souza Jamarino

      Parabéns, concordo vom tudo que você escreveu.
      Eu estou indo para Itália esta semana para fazer o processo de cidadania, minha assessoria disse que eu devo ficar um mês para resolver tudo , enquanto isso uma amiga do meu primo foi para Itália faz duas semanas, ficou hospedada num hotel tres dias, não precisou da visita do vigile pois na comune de Nápoles não é mais necessária…
      no quarto dia ja estava embarcando para outro país. Perguntei para a empresa de assessoria onde todos são formados em direito na Itália e da qual estou fazendo o processo e eles me disseram que tem alho errado e infelizmente muitas pessoas não sabem trabalhar de forma honesta.

  • Natalia Souza Jamarino

    Fabio,

    Estou aguardando para fazer o meu processo na Itália no fim deste mês, meu primo acabou de entrar em contato comigo e me enviou um audio de uma amiga dele que esta na Itália fazendo o processo de cidacidadania, ela disse que esta hospedada em um hotel e esta fazemdo seu processo na comune de Nápoles e que so vai ficar uma semana pq lá o oficial nao visita mais a residência. Você dabe me dizer o porquê?

    Obrigada

  • Caio Perusso

    Fábio, é óbvio que considero o ato de falsificação de documentos algo desprezível e que deve ser combatido por qualquer cidadão, não apenas pelas autoridades do país. No entanto, eu realmente fico com pena de pessoas de BOA-FÉ que confiam em certos “profissionais” e literalmente se ferram!
    No caso da moça que o documento não estava naquela igreja, mas sim em outra.

    Contudo, penso que os órgãos italianos também deveriam ser mais cautelosos. Primeiramente porque não se trata de um direito qualquer, mas sim do direito à cidadania italiana e, consequentemente, da cidadania europeia e de todos os privilégios inerentes às duas.

    Eu acho um absurdo um Comune da Itália reconhecer uma cidadania sem prestar atenção ao fato de que aquela pessoa não possui o direito para tanto, como foi o caso que você relatou em que uma ascendente do sexo feminino interrompeu a transmissão da cidadania.

    Outra coisa: também considero inaceitável e vergonhoso que alguns órgãos italianos não conseguem reconhecer quando se trata de alguma certidão falsa?!

  • Bruno Halushuk Loureiro

    Estou em Firenze em busca de minhas origens italianas tbm, estou portando toda minha documentação para fazer meu reconhecimento de cidadania italiana, assim como meu irmão o fez em 2008.
    Estou com um problema em fazer um contrato de aluguel e não encontro alguém disponível a entender que o meu permesso di soggiorno é realizado após que os documentos entrarem na comune e que para isso tenho que ter um contrato de aluguel….. bom vc conhece bem essa historia, pois eu fiz tudo o resto como vc explicou, só me faltou fazer o aluguel antes de vir para Italia, mas por oportunidade de tempo e resolvi vir e alugar estando aqui… já fazem dois meses e falei com mais de 20 pessoas e nada ainda…

    Estou te escrevendo essa afim de saber se vc tem ou conhece alguma forma de me ajudar, pois estou no momento critico que vence meu visto de turista e botar tudo a perder…

    Grazie

  • Guilherme Klein

    Oi Fábio, tudo bem?

    Sites Italianos nos últimos dias vem divulgando que está para ser votada um ajuste na Lei da Cidadania onde APENAS NETOS E FILHOS terão o direito à cidadania por iure sanguinis. Você está sabendo? É boato, verdade, quando passaria a valer? Sei que você trabalha direto com os oficiais do comune, e teria mais informações a respeito!

    Obrigado!
    abs

  • Junia Monteiro Sgarabotto

    Infelizmente, os bons pagam pelos maus. Obrigada por ter dividido essas informações. Parabéns pela ética e educação!

  • André Bertelli de Brito

    Puxa vida! Fico extremamente triste com essas coisas! Com certeza, não são todos os brasileiros que fazem coisas absurdas como essa. Há muita gente boa querendo crescer e vencer na vida. E a grande verdade é que os bons desde sempre continuam pagando pelos atos de pessoas sem caráter como essas. Tenho o desejo de imigrar para outro país e leio muitas informações sobre isso e o que vejo são vários países aumentando a dificuldade para os brasileiros imigrarem justamente por coisas como essas, falsificações, gente mal educada, bagunceira, etc. É lamentável que essa imagem esteja se destacando lá fora e trazendo consequências negativas para todos. Deus queira que não haja mudanças significativas no processo de reconhecimento de cidadania, porque como eu, muitos estão no começo da batalha, uma longa e árdua batalha e chegar no fim da luta e não visualizar a vitória, seria no minimo revoltante!

  • Solange Chiconelo

    Fabio, meu bisnono nasceu em 1882 na italia…..meu avo (filho dele) nasceu em 1929 no Brasil …. e minha mae (filha deste ultimo) ela nasceu em 29/01/1939 no Brasil…..eu nasci em 1966, A PERGUNTA E: tenho direito ao reconhecimento por juris sanguines ou nao, por causa da minha mae? Grazie

    • Sim você tem direito. E da mesma forma que respondi na sua pergunta anterior, BAIXE e LEIA o manual Sagabook, pois é a melhor forma de obter a respostas às suas dúvidas. Abs

      • Solange Chiconelo

        Fabio, onde esta o sagabook para eu baixar preciso das respostas que voce disse que estao la grazie
        Subject: Re: Comment on Porque todo cuidado é pouco

  • Patricia Guty

    É exatamente por isso que nós sempre iremos confiar em você e em suas informações!
    Pois você é correto e nós temos segurança e confiamos em seu trabalho!
    Você é o cara!
    Quando fizermos nosso processo (com você é claro), teremos o imenso prazer de poder apertar sua mão e dizer muito obrigado!
    Avanti Fábio!
    Abraços!

  • vinicius hilsdorf

    Fabio, boa tarde! Estou com toda documentação ok, mas uma duvida esta sendo cruel. O meu antenato que veio da Itália tinha o sobrenome Campagnollo, porém, a partir do meu avô o sobrenome ficou como Campagnolli. Preciso retificar todos os documentos que estão como Campagnolli para Campagnollo? Lembrando que eu e meu irmão estamos planejando tirar a cidadania direto na Itália com ajuda do Minha Saga. Desde já obrigado pela atenção e me desculpe se tirei duvida em local errado, ainda estou bem perdido.

    • Olá Vinicius, somente o oficial do comune onde você pretende dar entrada na sua cidadania pode responder. Se pretende realizar a prática aqui conosco já posso te responder que sim, qualquer alteração que o sobrenome original tenha sofrido ao longo do tempo tem que ser corrigido. Abs

  • Paulo Tortamano

    Caro Fábio, tenho me dedicado a juntar meus documentos, contando com suas preciosas informações e me inspirando em sua trajetória, sua saga.
    Faço isso pelo meu filho de 3 anos que quero sua educação na terra de meus antepassados.
    Apesar de ter ascendência de pai e mãe, minha mãe nasceu antes de 1948 e meu avô paterno, apesar de cidadão italiano, nasceu no Uruguai pois meu bizavô imigrou para a Argentina e depois para os EUA. Meu avô voltou para a Itália para se alistar para a 1ª guerra e lá se casou e teve a primeira filha antes de vir ao Brasil onde meu pai nasceu.
    Acreditamos que meu bisavô seja do Piemonte, pois o maior número de pesoas com meu sobrenome viva em Torino, mas não localizo. Meu avô foi para a Itália para Montemurro, na Basilicata.
    Ou seja, estou sofrendo para descobrir o comune de meu antenato, meu bisavô. Obviamente faço isso pois sei que tenho o direito, sem falar nos costumes e infância ouvindo muito italiano dos parentes e grandes mesas de almoço.
    É revoltante saber que tenho mais essa dificildade a enfrentar por conta de verdadeiros malandros.
    Me alegro de saber que poderei contar com alguém com sua índole, pois é dessa forma que quero recomessar minha vida na Itália.
    Apoio sua postura, desejo força para denunciar os impostores e quando reunir o que me falta, saberei que posso confiar nos seus serviços com tranquilidade, pois é nítida a sua Honra na sua saga.

  • Wlln

    Muito triste esse relato! Essas notícias são revoltantes, e talvez seja por isso que a comune do meu antenato nunca tenha me enviado meu documento, 3 primos meus conseguiram o documento dos seus antepassados e eu até agora n tive resposta do comune mesmo com datas de nascimento, nome dos pais, certidão do irmão do meu antenado…

    São essas coisas que me fazem sentir uma estranha no meu país, nunco consegui aceitar essas atitudes. Mas fico feliz Fábio pela sua honestidade!!

  • Diogo

    De fato as notícias são assustadoras e revoltantes. Mas devagar com o andor. Se de um lado temos corruptores (brasileiros), do outro temos que se deixou corromper…. estou há um mês tentando iniciar minha prática aqui no norte da itália e o que percebo é a imensa falta de preparo e de vontade dos oficiais, e os famosos “jeitinhos” dos funcionários que deveriam estar trabalhando no horário de expediente e inexplicavelmente não estão na comune quando deveriam estar. Tive de mudar de comune e o padrão se repete, agora nem a funcionária sabia fazer um pedido de residência e tivemos de mostrar a Circular K 32. Então, a crítica aos brasileiros e método heterodóxos para chegar ao objetivo é válida, mas igual crítica tem de ser feita aos funcionários públicos italianos também.

  • Ah, Fábio… Ler este tipo de artigo me deixa extremamente chateado. Que vergonha! Esse tipo de comportamento é que me faz sentir-me um estranho aqui no Brasil, e isso desde pequeno. Temos aqui tantas coisas boas e pessoas igualmente maravilhosas, mas também um tsunami de absurdos e ridículos. Tenho feito a minha parte, mas não está fácil não…

  • Carina Maccari Blazius

    É um absurdo, pois vejo que muitos que vão atrás desse direito de ser reconhecido italiano tem como objetivo de se mudar do Brasil, porque justamente não concorda com a organização, política, corrupção exarcebada do país entre outros motivos. Complicado é isso, que essas mesmas pessoas, as quais querem um país melhor façam essas raízes do jeitinho brasileiro prevalecerem, sendo o próprio problema de seu país Brasil não funcionar, mesmo assim queiram envenenar outros países, no caso a Itália, por ser próprio capricho. Enquanto os honestos ficam a mercê de toda essa barbárie, que por fim se envergonham da nossa gente.

  • Rafael Salvario Batista

    Fabio, sobre a cidadania materna: só é possível reconhecê-la por via judicial, não é mesmo?

    • Até o presente momento sim, estamos aguardando a mudança na legislação italiana. Abs

  • fabio checcucci

    É justamente suas atitudes e sua posição, que passam credibilidade e a garantia que faz com que confiamos em você. Infelizmente esse jeitinho brasileiro parece que roda o mundo, nossa que vergonha quando dizemos que somos brasileiros e fazem aquela cara de que somos todos malandros, que raiva.

    Parabéns Fábio , nem preciso dizer que deve continuar assim, pois este é o caminho certo.

  • Fabrizio Petrucci

    Brasileiros fazendo brasileirices. Melhor que nem obtenham o reconhecimento da cidadania, pois não são merecedores, se assim posso dizer…

  • Fábio,
    Voltei da Itália 1 mês onde fui efetuar a cidadania por minha conta, não foi fácil mas eu consegui em exatamente 1 mês (incrível). Então quero agradecer a você – principalmente pelá ética das informações e por ser “certinho”, pois eu segui rigorosamente todas as suas informações, fui com o Saga Ebook embaixo do braço, formulários etc…e fazendo tudo da maneira correta eu consegui. Na Comune que fiz o processo eles tem grande conhecimento em cidadania e fui extremamente bem atendida, bem como na questura, e todos os outros órgãos que temos que percorrer.
    Vale muito a pena ser e fazer as coisas de forma correta, pois o sucesso é garantido. Agora tem pessoas que infelizmente acabam nos prejudicando com esse jeitinho brasileiro mal educado e trapaceiro ultimamente tenho vergonha de ser brasileira.(pronto falei)
    Gostaria de enviar uma msg inbox para vc sobre uma dica como posso falar com vc? Abs

  • Perfeita a sua posição ante o caso, e também, por dividir com seus leitores essa experiência. Como já mencionei, fiz o reconhecimento da minha cidadania italiana através do Consulado Italiano de Recife. O processo foi concluído em janeiro/2015, inclusive com minha inscrição A.I.R.E. Considerando essa circunstância, e como sou advogado, um amigo pediu que analisasse a documentação dele. Eis que para minha surpresa, no estratto dell’atto di nascita do bisavô obtido no Comune di Carbonera, consta a averbação de um suposto casamento dele com uma pessoa diferente da Bisavó do meu amigo, bem como o falecimento dele em cidade e data absolutamente incorreta. Não me aprofundei no caso, porém, me parece que alguém utilizou o antenato do meu amigo, falsificando certidão de casamento e de óbito aqui no Brasil, para viabilizar o reconhecimento de cidadania na Itália. Um absurdo!

    • fabio checcucci

      Marcelo quanto tempo demorou o processo no consulado de Recife? Sou da Bahia e esse tambem é o consulado que tenho que me dirigir, penso em fazer na italia, mais meus parentes querem fazer aqui.

      • Olha Fábio, no meu caso o requerimento de reconhecimento de cidadania italiana (formulário padrão) foi recebido no Consulado Italiano de Recife em 22 de Setembro de 2012, conforme o protocolo AR dos Correios. Esse requerimento recebido o coloca numa “fila” de chamada para apresentar os documentos exigidos. Evidente que eu fiz o que estava ao meu alcance para agilizar o que era possível. Conselho 1: ENVIE IMEDIATAMENTE O SEU REQUERIMENTO!! ISSO JÁ O COLOCA NA FILA, independentemente de vc ter ou não a documentação completa. Continuando, no meu caso, em 05 de Outubro de 2012, consegui agendar uma reunião e no Consulado entreguei toda a documentação (pronta e traduzida!!). Por fim, no dia 23.01.2015 recebi ligação telefonica do Consulado Italiano informando que meu processo havia chegado ao fim e eu tinha minha cidadania (e dos meus filhos menores) reconhecida. Entre 2012 e 2015, esperei e a partir de 2014 intensifiquei contatos com o Consulado Italiano e com pessoas do meu círculo de conhecimento que poderiam colaborar para agilizar o processo. Conselho 2: Se vc tem recursos financeiros e tempo, faça o processo na Itália!! Claro que é muito mais rápido. Não fiz porque nunca tive a pretensão de emigrar….só de resgatar minha nacionalidade italiana.

        • Julio Baggio da SIlva Vero

          Marcelo, tudo bem? Dei entrada no meu pedido de reconhecimento junto ao consulado de recife no dia 12/06/12, antes de você. Acontece que até hoje eles ainda não me convocaram. Você poderia, por gentileza, me passar o contato dessas “pessoas do meu círculo de conhecimento que poderiam colaborar para agilizar o processo”? Ficaria muito, muito grato.

  • paulaptre

    Chocante! Eu também prefiro não obter o reconhecimento se preciso falsificar documentos, mas, infelizmente, muitos falsificam, tranquilamente! pior: pessoas que nem tem o sonho de morar, um dia, na Itália! É lamentável!!! Fico feliz de saber que essas falsificações são descobertas e os passaportes cancelados!!! Precisa ter consequência mesmo! Abraço

  • Adriano Donato Couto

    O ato irresponsável de uma pessoa pode arruinar com os sonhos de um milhão de outras.
    Fora a imagem ruim que ganhamos nas repartições públicas da Itália.
    Lamentável…

    • Wilson de Moraes

      Parabéns Fábio.

      Continue sendo um cidadão de Dupla Cidadania e de Dupla Idoneidade.

      Eu deixei meu processo rolar pelo Consulado Italiano de São Paulo, e que durou
      9 anos por não ter nenhum motivo de agilizar e certamente está tudo correto.

      Realmente, ha “Brasileiros”( Brasileiro por hábito porque Brasileiro
      Nato só Índio se ainda houver) que

      necessitam de maior urgência e caem em arapucas e outros que compartilham de falcatruas, de armações e de corrupção.

      Essas pessoas deveriam ter a vergonha na cara de se contentar com a
      Cidadania Brasileira que já é muito, mesmo que não signifique muita coisa e que
      não seja bem vista lá fora, e não possuem idoneidade para honrar a Cidadania
      Italiana.

      Lá fora todos ficam com o pé atrás com Brasileiros porque sempre há muitos
      envolvidos em falsificações. Ate a Cidadania Brasileira se duvidar é
      falsificada.

      Ter Passaporte Italiano não é efetivamente ser de fato Cidadão Italiano.

      Com essa postura do “Jeitinho Brasileiro” é que podemos esperar dificuldades
      ou exigências cada vez maiores para a Cidadania Italiana e um Brasil
      eternamente emergente.

      Também não duvido que certos funcionários de algumas Comune não estejam
      envolvidos em alguns casos.