Pegando o documento na terra do nonno

Cheguei na cidade onde meu nonno nasceu. Confesso que é emocionante imaginar como era a vida há alguns anos atras.

A cidade é um ovo, não tem estação de trem e por isso vim de ônibus, que me deixou na praça central, (e única) da cidade.

Nesta mesma praça ficam a posta, a polícia e o prefeitura. Conversei com a oficial para emitir o documento do meu antenato, mas ela me disse que os registros iniciaram somente a partir de 1871 e como ele nasceu antes disso, me disse para ir à parrocchia que ficava na mesma rua, uns 500 metros pra frente.

Cheguei lá mas a porta estava fechada, comecei a ficar preocupado, afinal se eu não conseguisse o documento, como faria meu processo de cidadania?

Parabéns Saga, vir à Italia sem o documento do antenato italiano, tsc tsc…

Percebi que na casa ao lado da igreja haviam algumas senhoras, e perguntei a uma delas como eu poderia encontrar o padre. Ela me disse que ele morava ao lado da igreja, em uma porta verde.

Bati e o próprio padre que atendeu. Falei pra ele que precisava do certificado de batismo do meu nonno.

Depois de praticamente quase uma hora resmungando e procurando, resmungando e procurando… ele encontrou o registro!

Quase chorei de alegria. Na verdade eu já sabia que estava lá porque uma vez tinha ligado mas meu italiano era muito ruim (na verdade ainda é, só que antes era ainda pior) e eu só tinha entendido que estava lá.

Saindo da casa do padre, vi que o sol tinha saído, mesmo com aquele frio.

Coincidência ou não, na terra do meu nonno o sol saiu pra mim 🙂