Cidadania Italiana em Buenos Aires

Bom resolvi postar direto as informações sobre a cidadania pois estou sem tempo pra escrever…

Cidadania Italiana na Argentina

Fui no Consulado Italiano em Buenos Aires e conversei longamente com uma senhora que lá trabalha.

Devo citar que o consulado de lá é beeeeeeeeeeeeeeeeem mais organizado do que o de SP por exemplo.

As filas são bem menores e tem muito mais funcionários para atender. Ao entrar todos passam por uma fila única que serve pra “filtrar” as necessidades.

Tem quatro atendentes para esta fila.

Ao chegar minha vez perguntei como faria pra dar entrada em minha cidadania e a beldade me perguntou se eu tinha algum documento.

Mostrei meu passaporte, ela deu uma conferida e me deu uma senha pra que eu fosse até o 1º andar.

Subi as escadas e no 1º andar havia um salão grande com muitas cadeiras e mais de 20 salas de atendimento.

Isso mesmo: salas de atendimento. Nada de ser atendido mal e porcamente no balcão!

Esperei mais ou menos meia hora pra ser atendido (aproveitando e tomando cappuccinos da máquina de café expresso) e ao chegar minha vez dirigi-me à sala 16.

Uma senhora extremamente educada (repito: EXTREMAMENTE EDUCADA) me recebeu e começamos a conversar.

Disse a ela que eu estava me mudando pra Buenos Aires e que eu já tinha meus documentos traduzidos e legalizados pelo consulado de Sâo Paulo e que eu gostaria de aproveitá-los e dar entrada por aquele consulado.

Ela me perguntou se eu já tinha ido à Migraciones (que é o órgão que concede o DNI – Documento Nacional de Identificação) e eu disse que sim, que já ia dar entrada naquele mesmo dia na residência precária (que é a residência temporária de dois anos que é concedido aos cidadãos brasileiros que queiram morar na Argentina).

Ela me disse que assim que eu tivesse o DNI que eu poderia sim voltar lá e solicitar um “turno” para dar início ao processo.

Perguntei a ela quanto tempo demorava o processo e ela me disse que não tinha um prazo fixo. Eu insisti e mesmo assim ela disse que não poderia me dar um prazo.

Eu perguntei se estava igual SP demorando mais de 30 anos, daí ela se surpreendeu e me perguntou se isso era verdade.

Eu disse que sim e ela me disse em off que duraria no máximo 2 anos, se todos os documentos estivessem em ordem e não houvesse nenhum problema de percurso.

Eu saí de lá feliz da vida, elogiando-a bastante pela simpatia e, logo ao sair do consulado fui parado por uma multidão de panfleteiros que trabalham nas “oficinas” de cidadania.

Foi engraçado pois mesmo trabalhando com cidadania italiana eles não falavam italiano e eu não falava espanhol. Mas claro que todo mundo sabe fazer mímica, né?

Perguntei quanto tempo durava o processo, custo, etc, mas ninguem sabia.

Eu peguei os milhares de papéis e fui de oficina a oficina pra saber como funcionavam os processos de cidadania com a “ajuda” deles.

Fui em tres diferentes empresas que trabalham com ciudadania italiana, e sò consegui falar com uma delas:

A funcionària me confirmou que o prazo é de um ano e meio a dois anos para a realização total do trâmite.

Este é o prazo oficial.

Esta empresa também trabalham de forma “alternativa”.

Com esta forma o prazo cai para 3 meses. Repetindo: 3 meses.

Basta apenas pagar a bagatela de quatro mil dólares.

Bom estas são as informações sobre cidadania italiana na Argentina. Muitos amigos estão me perguntando se eu farei por lá mesmo.

Francamente não sei pois estou numa encruzilhada enorme.

Voltando do consulado lá em Buenos Aires eu conversei com um amigo uruguaio que fiz no Hostel e o mesmo perguntou o que eu estava fazendo lá e tal e eu disse que estava pensando em morar algum tempo e tentar dar entrada em minha cidadania por lá.

Este cara trabalha com Marketing e já morou no Rio Grande do Sul e em São Paulo desenvolvendo campanhas para empresas, entre elas a Fiat. Eu pedi a ele que me desse um conselho – já que ele morou no Brasil, no Uruguai e agora na Argentina – se realmente eu deveria me mudar pra là e deixar SP.

Ele então perguntou no que eu trabalhava. Eu disse a ele que trabalho com marketing e também com desenvolvimento de sistemas.

Ele perguntou se eu trabalhava com Webdesigner. Eu disse que sim, inclusive que dei aulas muito tempo com desenvolvimento Web.

Ele me disse então que assim que eu me mudasse pra Buenos Aires eu estaria contratado pois ele conhecia várias empresas que estão buscando web-designers, aliás “Desarrolladores Web“.

Eu já tinha uma noção disso pois no site computrabajo que é o maior da Argentina tem mais de 1000 vagas pra desenvolvedores web só na Capital Federal – Buenos Aires.

Entao por que encruzilhada?

Porque assim que voltei ao Brasil recebi duas propostas pra trabalhar com e-commerce, área na qual atuei bastante, além dos planos de retornar à Itàlia em breve.

Então, sinceramente não tenho ainda a menor idéia do que vou fazer: se caso ou compro uma bicicleta….