Meu ultimo mico – Um caramujo por favor!

 

Semana passada estava eu aqui em casa quando chega a Luciana com uma panela na mão, dizendo que tinha passado na casa da nossa ‘mamma’ italiana e que ela tinha preparado um prato tipico aqui da Toscana e jà sabendo que eu adoro comer separou uma parte da guloseima pra que eu pudesse experimentar.

Imediatamente corri pra ver o que era (gordinho é fogo, nao pode ouvir falar de comida!) e compartilho com voces a imagem:


Sim caros amigos, o que aqui na Itàlia chama-se Lumache, na França chama-se Escargot na terra de onde eu venho nada mais é do que caracol de jardim, aqueles que vivem nos muros de casa…

Acho que foi a primeira vez que eu fiz careta para um prato, pois eu realmente nao estava acreditando que aquilo era realmente aquilo!!!!!

Tentei colocar um na boca e confesso que nao consegui – enquanto a Luciana praticamente chorava de rir, ainda tive que ouvir: – Ué, nao disse que come de tudo, atè tripa? Naaaaaaaaaaaaao, tripa nao, peloamordeDeus nao me lembre da tripa…

Jà tinha desistindo do tal Escargot (que adianta ter nome bonito?) e naquela mesma noite tinhamos combinado de sair com os meninos da casa da praia para comemorarmos a visita do vigile do Marcello, Diego e Diogo juntamente com a Ana e o Andrezinho. Chegamos num restaurante super tipico onde o cara nos explicou que faria um menu especial: pagariamos apenas 25 euros por pessoa e neste valor estava incluso tudo: antipasto, primo piatto, secondo piatto, contorno, vinho, agua, café, grappa e tudo mais que aguentàssemos – e là fomos nòs começar a comilança!!!

Advinhem qual foi o primeiro antipasto que chegou à mesa? Sim, là estavam eles, todos escondidinhos dentro das suas casinhas – nossos queridos caracòis…

Olhamos uns para os outros e aos poucos fomos perdendo a frescura, nao sei se foi por causa do òtimo vinho ou se foi quando alguém disse: – Gente, isso aqui nao é caramujo nao, isso é um fruto do mar. E todos os outros bobocas: – Ahhhh bom, se é do mar entao vamos comer, parece um primo distante dos mexilhoes, das ostras…

No dia seguinte, muito satisfeito com a refeiçao do dia anterior, eu encontro a ‘mamma’ no quintal de casa regando suas plantas e aproveito para agradecer pelo presente, lhe disse que estava muito gostoso e que eu jamais imaginaria que conseguiria comer aquele tipo de coisa, pois eu pensava que era daqueles que vivem na terra, mas venci os preconceitos, principalmente depois que soube que era um fruto do mar.

Ela me olha e solta uma gargalhada gigante: – Ma di cosa sta parlando bimbo??? Di mare? Ma NOOOO, non è di mare, è di TERRA!!!!!!

Olha de um lado, olha de outro e pumba! Eccolo, aqui està o que voce comeu ontem – e me mostra um caracol com as anteninhas olhando pra mim…

AAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRGGGGGGGHHHHHH!!!