Passaporte Italiano nos Estados Unidos

Fala pessoal, tudo bem?

Daqui há algumas semanas, irei novamente aos Estados Unidos utilizando as facilidades que temos com a cidadania italiana, e como tive que refazer o meu ESTA, resolvi voltar aqui e reescrever este artigo, com as informações mais atualizadas.

Para situar quem o está lendo pela primeira vez, em uma das minhas andanças ao Brasil, escolhi propositalmente ir com a Delta Airlines, cia aérea americana não só porque naquele momento tinha as passagens mais convenientes, mas também porque com ela eu teria fazer escala em Nova York.

Com isso, eu poderia finalmente colocar em prática e ilustrar de forma mais clara como funciona a entrada de um cidadão italiano nos Estados Unidos.

Vamos dividir este artigo em duas etapas:

  1. Os preparativos antes da viagem;
  2. A chegada em NY, incluindo a imigração.

PREPARATIVOS ANTES DA VIAGEM

Italiano nos Estados Unidos

No meu caso tudo começou com a compra da passagem, utilizando o próprio site da Delta.

Aliás, até hoje, sempre comprei as passagens diretamente no site da companhia aérea, embora as pesquisas comecem em sites como Skyscanner ou Jetcost.

Depois de comprar a passagem, o passo seguinte foi fazer a solicitação da autorização eletrônica de viagem, conhecida como ESTA e que expliquei como fazer neste artigo.

Logo depois de preencher o documento e pagar com o cartão de crédito o valor de $14 dólares (cerca €10) o sistema já confirmou minha autorização e eu imprimi a folha com as informações.

Nesta folha, consta incluem os meus dados pessoais, o número do pedido e a data de validade do ESTA, que é de 2 anos a contar da data da autorização.

Muito bem, depois de todos os preparativos feitos, bastou esperar a viagem propriamente dita, trocando o frio italiano pelo calor escaldante do Brasil.

A CHEGADA EM NEW YORK

aviao new york

Pisar pela primeira vez na América foi realmente muito bacana, embora eu permaneceria ali apenas poucas horas, já deu pra ter o gostinho do que viria no meu retorno a Italia, quando então eu teria disponíveis bem 12 horas para poder explorar a famosa cidade símbolo dos States.

Desembarcamos no aeroporto JFK e como é de praxe bastou seguir as indicações: vira a direita, segue reto até o final do corredor, vira a esquerda, mais um bocado de caminhada, vira aqui, vira ali, enfim bastava seguir o fluxo até chegar numa escada rolante enoooorme que descendo acabava num grande saguão.

A primeira coisa que percebi foram as placas indicando que a partir daquele momento era completamente proibida a utilização de câmeras e celulares – eu tinha chegado finalmente na famosíssima imigração dos EUA…

A IMIGRAÇÃO

Uma fila enorme ia se criando enquanto alguns funcionários iam direcionando os recém chegados: me lembro que tinham muitos, mas muitos guichês, acho que jamais tinha chegado em um aeroporto com uma estrutura tão grande.

Confesso que vivendo e viajando bastante aqui na Europa já tinha esquecido como era passar pela imigração 🙂

Pouco antes de chegar definitivamente nos guichês, um funcionário indicava em qual deles teríamos que ir, formando então “mini-filas” em cada um deles.

Na minha frente havia um casal e atrás de mim uma senhora italiana muito da folgada, que ia utilizando o famoso “jeitinho italiano” de furar a fila.

Não pensei duas vezes e já fui chamando a atenção dela, dizendo pra que obedecesse a ordem.

Ela veio com a desculpa que queria apenas ver como era o guichê, justificando que pela sua idade, jamais iria passar na frente dos outros.

Eu então respondi educadamente:

– Senhora, não precisa se preocupar em “querer ver” como é o guichê, todos teremos que passar por ele e quando chegar a sua vez, a senhora descobrirá como é.

Até que isso aconteça, por favor volte para atrás de mim e fique ATRÁS DA LINHA AMARELA!

O casal foi atendido e então chegou a minha vez.

Deixei a velha resmungando e dirigi-me ao guichê.

Apresentei meu passaporte italiano e uma senhora com cara de poucos amigos, me perguntou:

– Qual é o motivo da sua viagem.

– Estou apenas fazendo uma conexão! A senhora quer ver o papel do ESTA?

– Não precisa! Qual o seu destino?

– Brazil.

– Qual o horário do próximo vôo?

– Daqui a uma hora e meia.

– Ok, coloque o seu polegar direito no leitor.

– Ok.

– Agora o polegar esquerdo.

– Ok.

– Agora a mão direita (oi?)

Sim caros leitores, é necessário fechar os nossos quatro dedos e colocar todos no leitor.

– Mão esquerda agora.

– Ok.

PLACK!

Ela então carimbou meu passaporte italiano e lá fui eu saltitante e pimpão desbravar o aeroporto.

O CONTROLE DE RAIO X NO AEROPORTO JFK

Em seguida foi a vez de passar pelo raio-x antes do próximo vôo e aqui mais duas surpresas:

A primeira delas foi pouco antes de chegar no leitor, quando um policial controla os bilhetes de embarque.

No meu caso já tinha sido impresso ambos os bilhetes aqui na Italia, porém percebi que muita gente entregava o iPhone ao oficial, que então colocava na máquininha e em seguida aparecia a cor verde confirmando que era válido.

Cheguei mais perto e percebi que se tratava de um aplicativo da Delta que faz com que as pessoas não precisem imprimir o bilhete.

Encontrei na internet algumas imagens desse espetáculo de tecnologia:

Italiano nos Estados Unidos

Depois de enxugar a baba, lá fui eu passar minha mochila no raio-x e eis que vem uma nova surpresa: o raio-x de corpo inteiro, ou body scan xray como eles chama por lá.

Felizmente também encontrei um video no youtube que mostra mais ou menos como funciona a geringonça:

Trocando em miúdos a coisa funciona assim: você se posiciona entre os dois leitores, colocando os pés no desenho que tem no chão, virado a direita.

Em seguida levanta os braços, conforme o adesivo colado na sua frente indica (não tem como errar!) e a luzinha do troço começa a “te ler” literalmente.

Em seguida você dá meia volta e se vira pro lado oposto repetindo a mesma operação, com os bracinhos levantados (recomendo antes passar no banheiro pra dar um “up” no anti transpirante) e pronto – raio x completado 🙂

CONCLUSÃO

new york

Depois de conhecer muita gente que passou maus bocados na imigração americana – mesmo com o visto americano obtido – confesso que minha experiência foi rápida e tranquila e praticamente indolor rs.

 Caso queiram ver as fotos que eu tirei quando estive na cidade da maça, basta visitar o meu álbum de fotos no Flickr clicando aqui.

Por falar em viagem, tem alguém aí com saudade do nosso tradicional Sagakontro? 😉