Como escolher um consultor na Italia

Com a criação da Escola da Cidadania italiana, eu pude descobrir vários casos de pessoas que estão perdidas aqui na Itália realizando seus processos de cidadania.

Até aí nenhuma novidade: é normal passarmos por problemas e/ou imprevistos durante o processo de reconhecimento.

Porém o que tem chamado a minha atenção é que muitas destas pessoas não estão aqui sozinhas, elas contrataram ‘um profissional’ para auxiliá-los durante a estadia aqui na Itália.

E descobriram, da pior maneira possível, que estão enfrentando (ou tiveram que enfrentar) os mesmos problemas que enfrentariam se fizessem seus processos sozinhos.

Neste caso a pergunta é:

– Qual a vantagem em contratar um profissional, se no final das contas eu tenho que fazer tudo sozinho?

como escolher um bom consultor

QUEM CONTRATA UM CONSULTOR NA ITÁLIA?

Antes de mais nada é importante relembrar que ninguém deve ser obrigado a contratar um profissional para realizar o seu processo aqui na Itália!

Normalmente quem contrata um profissional é porque não tem tempo para se dedicar ao processo, sem ter como passar meses na Itália, correndo atrás de órgãos e funcionários públicos.

Porém a verdade seja dita: ser consultor de cidadania na Itália é um trabalho altamente lucrativo, se o profissional sabe muito bem como realiza-lo!

Eu mesmo tenho uma empresa desde 2008 e posso dizer com tranquilidade que durante todos estes anos nosso faturamento sempre cresceu e nunca faltou cliente!

Isso porque existem milhões de potenciais clientes no Brasil, o que automaticamente faz com que este tipo de negócio seja uma mina de ouro sem fim.

Por outro lado, da mesma forma que em outras atividades, existem três tipos de profissionais:

  • Os profissionais que trabalham corretamente, pagam seus impostos e contribui para o crescimento da comunidade e do país onde vive;
  • Os incompetentes, que por algum motivo descobriram uma torneira que pinga bastante e aproveitam para colocar os seus baldes embaixo, recolhendo o máximo possível de água;
  • Os picaretas, que não se importam com as pessoas, com a sociedade e o país onde vive, pois o que ele quer mesmo é ganhar dinheiro às custas dos outros, sem escrúpulos ou caráter.

Só que neste caso existe um problema maior: estamos na Italia enquanto os clientes estão no Brasil.

E isso por si só já é um grande problema, pois como consultar / acreditar / confiar / referenciar alguém que está do outro lado do oceano?

Exatamente por isso, vou ilustrar a todos vocês uma espécie de passo-a-passo sobre como escolher o profissional indicado para a prestação do serviço de reconhecimento da sua cidadania italiana, caso vocês decidam contratar um.

Além disso, no final do artigo, vou dar algumas orientações sobre como realizar o processo aqui, sozinho e sem gastar dinheiro pagando ninguém, portanto leia este artigo até o final!

PASSOS PARA ESCOLHER UM BOM CONSULTOR

consultor na Italia

Para ilustrar melhor estes passos, vou utilizar duas perguntas:

  • O que faz um profissional de cidadania italiana?
  • Como escolher um profissional destes?

O QUE FAZ UM “PROFISSIONAL DE CIDADANIA ITALIANA”?

O profissional de cidadania italiana é uma pessoa que coloca à disposição do seu cliente a experiência adquirida (também chamado know how) para a obtenção do reconhecimento da cidadania italiana deste cliente.

Ele é responsável por preparar e deixar tudo pronto para receber este novo cliente, fazendo com que todos os órgãos onde o cliente terá que passar, já saibam de antemão que ele (cliente) será trazido e apresentado para as devidas rotinas burocráticas.

Após receber o seu cliente aqui na Italia, este profissional deve ser claro e transparente em todas as fases do processo, explicando cada parte dele ao seu cliente, de forma simples e didática.

Ele deve sempre ter em mente, que este cliente não tem o mesmo tipo de conhecimento que ele tem, e que isso (conhecimento e experiência adquirida) não é um diferencial, mas sim é o mínimo que se espera de um profissional qualquer.

Além de ter profundo conhecimento das leis e regras italianas, o profissional de cidadania deve ter várias casas e/ou apartamentos em seu nome, seja como proprietário, seja como locador (de preferência em diversas cidades).

Todos estes imóveis devem ser dotados de todo material necessário para que uma família viva normalmente.

Erra quem acredita que os imóveis devem ser projetados como uma espécie de alojamento – um bom profissional sabe que qualidade é infinitamente melhor do que quantidade e que, quanto mais valor agregado ele entrega ao seu cliente, maior será o valor percebido da sua consultoria também.

COMO ESCOLHER UM BOM CONSULTOR NA ITALIA

Escolher um profissional, saber distingui-lo entre os bons e maus, equilibrar os interesses e perspectivas não é uma tarefa fácil e deve ser estudada com muito critério.

Antes de responder essa pergunta, faça uma reflexão:

Qual critério você adotaria para contratar um advogado para representá-lo, um médico para cuidar da sua saúde ou um engenheiro para construir sua casa, no Brasil.

Utilize este mesmo critério para escolher o profissional que cuidará da realização deste enorme projeto que é o reconhecimento da sua cidadania italiana.

Se continuarmos usando este exemplo, podemos dizer que a escolha errada de um médico, advogado ou engenheiro colocaria em risco a sua saúde e possivelmente teria reflexos negativos em sua vida, ocasionando muitas perdas – muitos delas talvez até irreparáveis.

Desta mesma forma, a escolha errada de um consultor / assessor pode te trazer muitos prejuízos, principalmente porque o projeto do reconhecimento da cidadania não é apenas uma questão financeira: trata-se também da realização de um sonho, frequentemente associado a grandes mudanças na vida daqueles que o almejam.

CRITÉRIOS IMPORTANTES

Acredito que existem um conjunto de critérios que são essenciais na escolha de um consultor, que são eles:

a) Confiança

Este è um dos principais critérios e talvez o mais difícil deles, pois como confiar em alguém que está do outro lado do oceano?

Para isso, podemos recorrer ao critério seguinte que é:

b) Referências

Todo profissional experiente pode contar com uma vasta lista de pessoas que usufruíram dos seus serviços.

É fundamental solicitar ao profissional contatos de pessoas que já usufruíram dos seus serviços, e com isso tentar aumentar o grau de confiança.

Ainda que isso não seja uma garantia 100% segura de que você não vai cair em mãos erradas, pode ser uma espécie de filtro.

c) Desconfie de supostos milagres e facilidades

Já escrevi aqui no blog o post “quando a esmola è muita o santo desconfia”.

O processo de reconhecimento è feito diretamente nos órgãos públicos, e isso significa que não existe fórmula mágica.

Descarte já de cara, profissionais que dão garantia de tempo: em um processo burocrático, realizado por funcionários e órgãos públicos, é impossível prever o tempo de duração dele!

Jamais um consultor pode dizer coisas do tipo:

  • O vigile passa em “x” dias (os vigiles entram em férias ou ficam doentes);

  • O consulado demora “x” dias para enviar a non rinuncia (lembrando que se consulado fosse bom, ninguém precisaria vir à Italia);

  • O comune demora “x” dias para terminar o processo (os oficiais também entram em férias, ficam doentes, e não trabalham somente com cidadania italiana, eles também cuidam dos nascimentos, casamentos e mortes de um comune).

Por outro lado, se ele for honesto e competente, dirá: – Dos meus últimos 10 processos, a média de espera do vigile foi de “N” dias, a média do consulado está sendo de “N” tempo, e assim por diante.

E por uma questão de ética e profissionalismo, ele deve deixar bem claro, que o cliente deve ter a disponibilidade de tempo que a legislação prevê, exatamente pelos motivos listados acima.

d) Solicite exemplos comprovados.

Se o profissional não tem informações de processos anteriores, significa que eles não existem, então fuja dele.

Ou então prepare-se para ser a “cobaia” dele, assumindo com isso todos os riscos que isso comporta.

e) Solicite informações sobre sua empresa e informações fiscais.

Pode parecer brincadeira, mas a grande maioria dos assessores / consultores aqui na Italia não tem empresa aberta e sequer pagam impostos ou taxas.

Claro que você não deve solicitar a declaração de Imposto de Renda do profissional, mas exigir um documento onde consta explicitamente a descrição do serviço a ser prestado, com a respectiva Partita Iva (CNPJ italiano).

Qualquer profissional honesto deve ter sua empresa aberta, recolhendo as respectivas taxas e impostos na Italia.

Desconfie de quem prefere “receber os honorários no Brasil” ou queiram emitir Nota Fiscal em português, utilizando empresas sediadas no Brasil.

Lembre-se: qualquer atividade realizada em solo italiano deve respeitar as regras italianas, não brasileiras.

Logo, qualquer documento, contrato ou fatura que não esteja na língua italiana é ineficiente para às autoridades daqui, e logo o “profissional” provavelmente está sonegando seus impostos e/ou querendo burlar o sistema do nosso país Italia.

Infelizmente aconteceram vários casos de pessoas que simplesmente ‘sumiram’ depois que o comune os controlou, deixando seus clientes à deriva.

f) Assessor ‘part-time’.

Ainda neste exemplo cabe a pergunta: você contrataria um médico que fizesse da medicina um bico aos finais de semana?

Pois também pode parecer brincadeira, mas existem pessoas que prestam assessoria ‘part-time’, fazendo disso um trabalho ocasional ou apenas nos finais de semana.

Este tipo de pessoa geralmente te apresenta no comune como sendo um amigo e que está apenas te ajudando com a residência – e isso é um grandíssimo problema, pois se está te ajudando como “amigo” é porque não é profissional.

Não sendo profissional, não poderá cobrar das autoridades caso seu processo apresente algum problema.

E façamos o seguinte questionamento: um profissional que não faz do seu trabalho de consultoria como seu trabalho principal é porque começou há pouco e não tem experiência para cuidar do seu processo ou não acredita no próprio trabalho para torná-lo como principal.

Logo, se a própria pessoa não acredita no próprio trabalho e/ou competência, porque raios você, cliente, deveria confiar?

QUAIS OS REQUISITOS PARA SER CONSULTOR

consultoria

Um consultor trabalha para a realização do reconhecimento da cidadania italiana dos seus clientes.

Para que isso aconteça é necessário que o profissional disponha de algumas ferramentas importantes, vejamos quais são elas:

a) Know how.

Um consultor / assessor deve ser especialista na matéria em que presta serviço.

E por especialista me refiro a saber praticamente tudo sobre seu trabalho e tudo aquilo que seja necessário para o desenvolvimento do mesmo.

Deve estudar diariamente sobre cidadania italiana, imigração e legislação, ser assinante de jornais e revistas especializadas.

Além de pertencer ao quadro de sócios de associações nacionais italianas que tem a ver com o reconhecimento da cidadania, tais como ANCI, DEA, ASGI, etc.

b) Disponibilidade de imóveis.

O profissional deve ser proprietário de imóvel ou ter um contrato de aluguel em seu nome registrado na Agenzia dell’Entrate (Receita Federal).

Isso é fundamental para que ele possa hospedar seus clientes com tranquilidade, e o registro do contrato é obrigatório – quem não faz isso é porque trabalha na ilegalidade.

c) Apoio do (s) comune (s) onde trabalha.

Um bom profissional que trabalha diariamente nos órgãos públicos deve ter o respaldo destes órgãos.

Como eu sempre digo: o comune não deve ser um inimigo mas sim um parceiro!

Quando o profissional trabalha corretamente, é visto pelo comune como um ‘facilitador’, sendo aquele que ajuda o comune na análise da documentação, contribui com o comune atualizando-os com as leis e circulares mais recentes, entre outras coisas.

É fundamental que o comune, a questura e os demais órgãos saibam que o profissional presta serviços a terceiros e que é remunerado por isso.

Este é um importante indicador que distingue um profissional sério de um ‘aventureiro’.

d) Falar a língua italiana.

Vocês não tem idéia da quantidade de pessoas que trabalham com cidadania e que não falam a língua italiana, balbuciando uma espécie de portuliano!

Recentemente ‘veio à tona’ o caso de uma pessoa que não sabia pronunciar a palavra “agenzia” na língua italiana – sendo que a sua empresa se chama Agenzia di Fulano de Tal.

Seria cômico se não fosse trágico.

e) Ser cidadão italiano, de preferência jure sanguinis.

Ok, vocês acham que eu estou de brincadeira citando estes exemplos?

Mas infelizmente não estou não.

Existem dezenas de pessoas que prestam consultoria na obtenção do reconhecimento da cidadania……………. que não são cidadãos italianos e muitos sequer são descendentes de italianos!

E tem ainda alguns que prestam serviço à terceiros enquanto ainda não conseguiram obter o próprio reconhecimento da cidadania italiana!

Claramente que apenas ser cidadão italiano não é garantia de idoneidade.

Mas se estivéssemos falando do reconhecimento da cidadania brasileira no Brasil, você entregaria seu processo nas mãos de um cidadão estrangeiro?

Por exemplo, um cidadão paraguaio, boliviano, haitiano, com um visto temporário no Brasil e que nunca tenha passado pelo processo de reconhecimento da cidadania do próprio país onde ele presta serviços?

Pois então, quando trazemos o cenário ao país onde nascemos, percebemos o quão absurdo algumas situações são, beirando ao surreal.

CUIDADO – FALAR A MESMA LÍNGUA NÃO É ATESTADO DE HONESTIDADE

Quando estamos fora do pais onde nascemos, acabamos tendo que nos adaptar aos costumes e situações locais.

Algumas pessoas tem maior facilidade em relação a isso, outras nem tanto.

Em todo caso, isso acarreta alguns perigos, os quais devemos estar atentos.

Em minhas andanças pelo exterior, cansei-me de cruzar com outros brasileiros, que só porque falávamos a mesma língua, me contaram segredos e desabafos duas suas vidas em poucos minutos.

Tenho certeza estas pessoas jamais me contariam o que me contaram, se nos encontrássemos em uma esquina qualquer do Brasil.

Isso é motivado muitas vezes pela dificuldade na língua italiana, porém um dos maiores erros que cometemos no exterior é encontrar um brasileiro e achar que só porque ele fala a mesma língua e nasceu no mesmo pais que a gente, automaticamente deve ser uma pessoa digna e/ou honesta!

O que estou querendo dizer claramente é que se uma pessoa é desonesta, apenas pelo fato de ter atravessado um oceano não a transforma em um cidadão de bem.

Eu mesmo pude ver isso com o meu próprio processo de reconhecimento aqui na Italia, quando cheguei.

Encontrei uma brasileira que fez de tudo para me prejudicar, tanto que meu processo demorou mais de 6 meses para ficar pronto, em grande parte causado pela incompetência, má fé e pura maldade por parte desta pessoa.

ATENÇÃO COM AS REDES SOCIAIS

Eu tenho grandes reservas com redes sociais, pois não foram poucas as vezes que me prejudiquei com informações retiradas delas, principalmente na época em que eu cheguei aqui na Italia, quando utilizávamos o finado Orkut.

Da mesma forma que falar a mesma língua não é sinal de honestidade, achar que inúmeras pessoas concentradas em um mesmo canal ou grupo estão ali apenas para ajudar, também é perigoso.

Existem inúmeras pessoas que dão informações pela metade, apenas para vender as soluções deste eventual problema.

Em 2008, quando publiquei aqui no blog o primeiro artigo com o passo a passo para realizar o processo sozinho (eu já trabalhava prestando consultoria), fui ameaçado nas redes sociais, dizendo que com isso eu prejudicaria o trabalho deles.

Vejam que situação absurda e patética, e que infelizmente perdura até hoje: existem inúmeros “profissionais” que realmente acreditam que reter informações é a melhor forma de se manter no mercado.

Sem contar aqueles que dão informações incorretas de propósito na internet.

A dinâmica da coisa em uma rede social é mais ou menos assim:

  • Você descobre um grupo ou página que trata de cidadania italiana, e automaticamente descobre que existem outras pessoas passando pelas mesmas coisas que você. Isso te motiva a compartilhar os seus sonhos e planos (primeiro problema: você desabafa com pessoas das quais você não tem a menor ideia de quem são, o que fazem e nem se são honestas ou não);
  • Em poucos dias, você já se sente à vontade em compartilhar os dados do seu antenato ou ainda pede ajuda sobre determinadas fases do seu processo, deixando claro que você acabou de descobrir sobre isso e que não entende nadica de nada.

Pronto: neste momento você passa a ser perseguido pelos urubus de plantão, que estavam à espreita, apenas esperando pessoas como você.

Em poucos minutos sua caixa do Facebook começa a ficar lotada de mensagens “inbox” com os mais variados assuntos, porém todos com uma mesma característica: te ajudar e de alguma forma a resolver o seu problema.

Até que você comece a perceber que está entrando em uma furada, já terá depositado dinheiro em contas, expedido valores para a Italia e tantos outros procedimentos, que tenho certeza que se tivesse lido este artigo antes, jamais teria feito.

Por isso, a minha recomendação é:

Tome cuidado com redes sociais.

Da mesma forma que ali estão pessoas genuinamente disposta a ajudar outras pessoas, também estão escondidos ali os piores profissionais, que por não ter nenhuma das características acima, precisam “garimpar” incautos e ingênuos em redes sociais.

Sem contar que estes profissionais, pagam comissão para outras pessoas falar bem e indica-los como bons profissionais nestas próprias redes.

Existe todo tipo de pechincha, sendo que 3 são mais comuns:

1 – A mais eficiente é pagar o dono de um grupo por cada indicação.

Os valores normalmente flutuam entre 200 e 300 euros;

2 – Não tão eficiente, mas também eficaz é pagar para determinados membros (não fakes) os mesmos valores acima.

Estes membros passam dia e noite navegando em diversos grupos, postando e contribuindo normalmente com eles (para ganhar confiança).

E subliminarmente, em posts específicos e mirados, indicam – de forma velada ou não – o profissional, em troca da remuneração por indicação;

3 – E a última forma que conheço, que é tão eficaz quanto a primeira: oferecer a um membro, ao invés de valores monetários, a realização do seu processo aqui na Italia, de forma totalmente gratuita.

Para isso, o “vendedor” precisa atingir um determinado número de vendas, que gravita entre 5 e 10 angariações de incautos.

Se ele bater a meta, basta comprar os bilhetes aéreos e vir à Italia ser feliz.

COMO VOCÊ SABE DISSO?

Acredito que neste momento, alguns de vocês devem estar se perguntando como eu sei destas artimanhas acima, correto?

Pois é, os 2 primeiros exemplos já me foram oferecidos por algumas pessoas, que em troca de $$$ ou da nossa consultoria, estavam dispostos a fazer qualquer coisa dentro das redes sociais para nos ajudar.

E o terceiro exemplo me foi passado por uma pessoa que recebeu esta oferta de uma consultoria, e sinceramente não sei se ela aceitou ou não.

SEM AS REDES SOCIAIS, COMO OS BONS PROFISSIONAIS FAZEM?

Eu conheço 2 excelentes profissionais aqui na Italia e pasmem: nenhum deles busca clientes em redes sociais!

Estão com tanto trabalho, tantos clientes e pedidos de consultoria, que sequer pensam em utilizar esta ou aquela rede para buscar novos clientes.

Já estão consolidados no mercado há algum tempo, e por isso a a maior parte dos clientes chegam através de indicação de outros clientes.

Por isso o pedido de uma lista de clientes satisfeitos que citei no começo do artigo é tão importante!

Eu mesmo fiz uma pesquisa recente com meus clientes e percebi que apenas 2 (em um universo de 150 entrevistados) fazem parte de grupos ou páginas sobre cidadania italiana no Facebook ou qualquer outra rede social.

DEPOIS DE TUDO ISSO, EXISTEM PROFISSIONAIS SÉRIOS NA ITALIA?

Mas é claro que sim!

Este artigo serve para te ajudar a não cair nas mãos dos picaretas e desonestos.

Porém atenção: isso não significa que não existam profissionais sérios e competentes realizando o trabalho de consultoria aqui na Itália!

Porém eu não poderia aqui citar nomes de quem eu não conheço ou daqueles que eu já ouvi falar.

Seria antiético da minha parte falar de alguém apenas porque recebi críticas ou reclamações, sem ter acompanhado o caso pessoalmente.

Nem queiram que eu faça uma lista destas, pois meu papel aqui é esclarecer e falar de quem é bom; não falar mal do trabalho de outros profissionais!

E SE EU QUISER FAZER O MEU PROCESSO SOZINHO, COMO EU FAÇO?

Como citei no começo deste artigo, existe também outra opção: realizar o processo sozinho, sem ajuda profissional ou sem contratar ninguém.

Para que isso seja possível, você deve ter 3 requisitos:

  • Falar o mínimo aceitável da língua italiana;
  • Alugar um imóvel que te permita fixar sua residência ou ter alguém que possa te receber no próprio imóvel;
  • Entender como o processo funciona, levando contigo debaixo do braço as leis e circulares.

O primeiro motivo é óbvio: sem falar a língua do país onde você pretende reconhecer a sua cidadania, é impossível realizar qualquer processo burocrático (sem contar que é uma vergonha você não falar a língua do seu país 😉 ).

Porém eu aprendi o que eu precisava da língua em apenas 3 meses.

E se não fossem pelas péssimas pessoas que eu encontrei pelo caminho, meu processo teria fluido sem maiores problemas.

Portanto não é difícil, basta ter um método de aprendizado.

O segundo motivo é necessário, porque para dar entrada no seu processo de reconhecimento aqui na Itália, você precisa ser residente.

Para entender melhor sobre isso clique aqui para ler o artigo onde ensino os passos aqui na Itália.

E por fim, o terceiro ponto é ter as leis e circulares, que eu tanto cito aqui no nosso blog e que já estão disponíveis nos respectivos artigos, no repositório da Escola da Cidadania Italiana ou ainda como bônus no Guia da Vida na Itália, logo você já tem o que precisa nestes canais.

CONCLUSÃO

Muito bem, querido leitor, espero ter contribuído para te ajudar em suas escolhas e assim evitar arrependimentos.

Com este artigo, você tem agora todas as bases e informações necessárias para – caso queira contratar um profissional – fazer isso da melhor forma possível.

Espero de coração que dentro de pouco tempo, você possa sentir o mesmo orgulho que eu senti, quando finalmente peguei minha carta d’identità italiana nas mãos, não conseguindo conter as lágrimas de tanta emoção e felicidade!